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Fora Salles, Bolsonaro e sua patota




Salles não surgiu do nada no Governo Bolsonaro, ele é cria do PSDB Paulista, sua boiada começou a ser formada na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, trazendo para o debate ambiental questões fora de contexto da temática da pasta como exemplo a perseguição ideológica.


A derrubada do busto do Lamarca no P.E. do Rio Turvo em Cajati, sob pretexto da simbologia comunista, colocando de lado uma importante passagem histórica regional começou a expor a face de extrema direita preocupada em impor uma nova “agenda ambiental” e lhe rendeu a posição de réu de mais um processo.


Indo além, sua gestão desastrosa e comprometida com os interesses comerciais paralelos lhe rendeu processo de improbidade administrativa que juridicamente seria impedimento para sua posse como ministro após fraude em plano de manejo de Unidade de Conservação.


Mas para o olhar do presidente recém-eleito em 2018, ao contrário que o compromisso da pasta de Ministro do meio Ambiente exigia, o histórico de Salles era a peça que se encaixava perfeitamente na engrenagem da administração Bolsonarista.


De processado para Ministro indevidamente empossado, a boiada cresceu vertiginosamente...


A “boiada” ficou pública na fatídica reunião ministerial de 22 de Abril de 2020, com o país focado na emergente questão sanitária, mas ela já estava passando e nunca parou.


O cargo de alto escalão facilitou o processo de desmonte da estrutura ambiental, fomentou a ação de grileiros, garimpeiros, mineradores, facilitando toda uma rede de “empreendedores” devastadores do Meio Ambiente que clamam por uma criminosa aceleração de licenciamentos ambientais, sem critérios e embasamento científico.


Não temos nada para comemorar, que a Semana do Meio Ambiente seja um ponto de partida para a derrubada definitiva de Salles, seu mandatário e que a porteira seja definitivamente fechada para a passagem da boiada!