1/1

21 DE ABRIL, DIA DO METALÚRGICO

Impossível falar em São Bernardo sem citar a

luta sindical histórica dessa categoria.

Foto: (Brasildefato)


São Bernardo do Campo, que começou como vila agrícola e em seu primeiro processo de crescimento econômico se tornou a cidade dos móveis, virou potência de fato a partir da década de 50, com um forte processo de industrialização impulsionado pela facilidade do acesso através da recém inaugurada Via Anchieta.


Inúmeras fábricas - em especial do segmento automotivo - se instalaram por aqui, promovendo décadas de um crescimento acelerado, desenvolvendo bairros inteiros, através da força de uma classe trabalhadora forte e pujante.


A mesma classe trabalhadora que enfrentou a ditadura nas grandes greves da década de 80, e que agora padece diante de um cenário desesperador.


Muitas das grandes indústrias vêm reduzindo drasticamente seus quadros e turnos há alguns anos. Algumas delas, como a Ford, por exemplo, simplesmente fecharam, deixando milhares de trabalhadores e trabalhadoras da categoria desempregados.


Quem conhece e vive em São Bernardo sabe do real impacto desse processo. Foram esses mesmos trabalhadores e trabalhadoras que construíram essa cidade. A escassez de emprego agora, significa também um faturamento menor na padaria do bairro, um estoquista empregado a menos no mercadinho da esquina.


Por isso, o PSOL de São Bernardo do Campo saúda toda a classe metalúrgica de nosso município, reforça seu compromisso de estar sempre lado a lado na busca por emprego e dignidade, mas alerta para que mais que um dia de festa, esse seja um dia de luta!


O processo de desindustrialização do país está cada vez mais acelerado pela política Neoliberal genocida de Bolsonaro e Guedes. Cidades como São Bernardo, de prefeito igualmente neoliberal como Orlando Morando, sofrem com uma deterioração diária da qualidade de vida de seus cidadãos.


Não podemos mais ver nossa vida e nosso futuro ameaçados por uma política federal, estadual e municipal que oprime pela falta de oportunidade, que privilegia as elites rebaixando trabalhadores e trabalhadoras de grande qualificação técnica a subempregos informais.


Estamos juntos com os metalúrgicos e metalúrgicas nessa luta, cientes de que o resultado mais perverso da precarização do trabalho é a fome, e quem tem fome tem pressa.

A hora de lutar é agora.


Por: Rafael Pacheco.